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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Para que serve o Casamento??? Por Fábio Santos

Comecei a escrever este texto em junho, em Paris. Não, não estou me gabando. É verdade e merece ser mencionado. Eu e minha mulher fomos visitar um casal de amigos queridos e, infelizmente, distantes. Fomos também conhecer seu filho de um ano e pouco e rever a mais velha, que vimos apenas com poucas semanas e que agora está com três anos e meio.

Reencontramos e conhecemos alguns outros amigos, todos casais, um deles já veterano nessa arte de viver sob o mesmo teto; outros, não. Foram dias luminosos, apesar do céu cinza. As duas crianças são adoráveis e, melhor, o menorzinho se apegou a mim.

Conviver com um outro casal que havia muito eu não via, refletir sobre minha própria relação, ver gente que está começando esse caminho, tudo isso me fazia perguntar: afinal, para que serve o casamento? O.k., filhos, aqueles dois lindinhos me faziam responder na hora. Essa talvez tenha sido a origem do casamento. Mas já não é a única resposta para explicar por que ele segue existindo, firme e forte.

Mesmo quem se divorcia, principalmente os homens, acaba se casando de novo. E os casais sem filhos? E os gays? Ainda que alguns adotem crianças, em geral não é por isso que se casam. Por outro lado, ter filhos já não implica casamento.

Desde que o amor entrou na história, tudo mudou. Aos poucos, o casamento virou uma troca, os dois lados têm de ganhar. Isso só é possível com negociações, em que os termos propostos sejam aceitáveis para os dois. É um acordo sentimental, como diz a autora do best-seller Comer, Rezar e Amar, Elizabeth Gilberth, em seu novo livro, Comprometida, lançado há pouco no Brasil.

Uma das coisas que se buscam é ajuda mútua no campo financeiro. Mas é muito mais que isso, não é mesmo? As pessoas se unem para construir seus sonhos, nutrir-se de atenção, carinho e sexo, claro. Os filhos podem até ajudar o compromisso a durar, mas ele terá sempre de ser renovado por tolerância, dedicação e, claro, de novo, sexo. Também é preciso abrir espaço para as loucuras e ansiedades do outro, para assim as suas terem lugar, e, principalmente, saber ouvir e saber falar. Mas lembre-se: falar demais não ajuda, pois não deixa ouvir. Calar-se, hoje eu sei, só piora. O importante é não construir ressentimentos, mas sonhos.

(Fábio Santos)

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